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Como conviver com pessoas de quem não gostamos

Sri Prem Baba

22/06/2018 04h00

Crédito: iSTOCK

Algumas pessoas são fáceis de amar, outras estão bem longe disso. Alguns encontros nutrem nossa alma, enquanto outros parecem apenas nos roubar energia. Aprender a lidar e conviver com pessoas de quem não gostamos faz parte da proposta de manifestar a espiritualidade na prática, em nosso dia a dia. Mas como fazer isso sem perder a espontaneidade, sem precisar sorrir quando, na verdade, você quer pular no pescoço do outro?

Considero os relacionamentos como parte fundamental do nosso crescimento. Porém, o desafio está em abrir mão da ilusão de que é possível transformar alguém; você só pode transformar a si mesmo, dar o seu melhor para evoluir sempre. Se o outro traz elementos que te desagradam profundamente, experimente, ao invés de rejeitar, enxergá-lo como um espelho professor.

O que será que o comportamento dessa pessoa acorda em você? Que aspectos mal resolvidos aí dentro ainda não foram purificados e precisam ser vistos?

Talvez aquele seu chefe mentiroso e fofoqueiro tenha um comportamento muito parecido com o do seu pai. Nesse caso, ele pode ser seu material de escola, ajudando-o a entrar nesse portal paterno e resolver o que ainda está pendente. O que eu quero dizer é que você pode aproveitar essa situação desagradável e fazer do limão, limonada – olhando sempre para o que, em você, pode ser transformado a partir da situação.

Porém, não posso deixar de perguntar: o que obriga você a conviver com pessoas que despertam o seu pior? O que lhe obriga a estar nesse lugar? Até que ponto fazer dessa relação um instrumento de aprendizado não está fazendo você ir além dos seus limites? É importante achar essa resposta para sentir-se livre e poder escolher conscientemente onde está e com quem está.

Quando vai além dos seus limites, você se machuca, adoece e aquele instrumento que poderia ser de aprendizado, acaba se tornando um dreno de energia. Sua falta de atitude para romper a relação faz que a situação se torne demasiadamente destrutiva.

Eu considero a separação uma decisão radical e, por isso mesmo, me esforço para ensinar a criar união. Mas, ao mesmo tempo, temos que considerar que, às vezes, naquele momento, naquela circunstância, não está sendo possível criar união. Nesse caso, dar um passo para trás é sinal de sabedoria e evita que você se machuque e perca a oportunidade de crescer.

De qualquer forma, sugiro que antes de qualquer atitude radical você explore possibilidades de criar união, fazendo uso do diálogo, de boas conversas – desde que não precise fingir ser quem não é e possa trazer honestidade para a relação. Se isso ainda não for possível, respeite seus limites e, na medida do possível, escolha se preservar até estar pronto para voltar para o estudo dos relacionamentos, incluindo os que incomodam.

 

Sobre o autor

Nascido em São Paulo, Sri Prem Baba estudou psicologia e ioga. É discípulo do mestre indiano Sri Sachcha Baba Maharaji Ji, da linhagem Sachcha, e idealizador do movimento global Awaken Love. Seu trabalho une conhecimentos para fortalecer valores humanos, espirituais e sociais. Hoje, existem centros representativos de sua missão na Índia, Estados Unidos, Europa, Israel, Argentina e Brasil. É autor dos livros “Amar e Ser Livre - As Bases Para uma Nova Sociedade”, “Transformando o Sofrimento em Alegria” e do best-seller “Propósito – A Coragem de Ser Quem Somos”.

Sobre o Blog

Ensinamentos para o bem-viver com foco em autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Conteúdos profundos abordados de forma prática sobre relacionamentos, propósito de vida, prosperidade, sustentabilidade, educação, crise planetária e espiritualidade, entre outros.

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